Quando somos absolutamente normais, vivemos nossas vidas sem perceber a quantidade de obstáculos que muitas pessoas são obrigadas a enfrentar todos os dias. Desde um desnível inexistente na calçada, até a paciência e a força de vontade para realizar exercícios de fisioterapia diários mesmo sabendo que a cura não será alcançada.
Em nossa sociedade, milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência que restringe a realização de alguma atividade. Um dos melhores exemplos para isso são os usuários de cadeiras de rodas que tem a sua liberdade de ir e vir restrita por fatores espaciais e sociais. Além das dificuldades que podemos rapidamente listar, como calçadas, transporte público, portas inadequadas, banheiros, etc., os cadeirantes necessitam de assistência fisioterápica constante, para prevenir dores e ajudar a usar melhor o corpo.
Qualquer tipo de deficiência causa também uma queda na auto-estima, que deve ser superada através da realização de atividades, como por exemplo, esportes, grupos artísticos, reabilitação e contato com a cidade.
As cidades devem começar a se adaptar ao deficiente físico, e não o contrário.
No entanto, em Santa Catarina, apesar de haverem várias clínicas, escolas e institutos que lidam com deficiência, não há nenhum centro orientado para este tipo de reabilitação, que visa reinserir o indivíduo na sociedade, resgatar sua auto-estima, e melhorar sua qualidade de vida.
Normalmente os tratamentos oferecidos visam tratar doenças e fazendo com que a pessoa se sinta doente. Os tratamentos também não devem ser pontuais ou extremamente objetivos (por exemplo, um paciente com um problema no pé, não deve ser visto somente como um pé), mas tratar a
pessoa como um todo, uma vez que o corpo todo é interligado.